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Defesa nega que influencer quis lesar seguidores: “Não é bandida”

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A estudante de odontologia Mariany Nayara Silva Dias, de 20 anos, detida na quarta-feira (2), em Várzea Grande, por suposto envolvimento em esquema de divulgação de jogos online de apostas, aguarda deliberação da Justiça do Ceará sobre um pedido de revogação de prisão.
 

Agora que eu acho que ela entendeu, que caiu a ficha. Ela jamais teve a intenção de lesar [as vítimas]. Ela não é bandida

A influenciadora digital foi encaminhada para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Segundo o advogado, Rodrigo Pouso, que cuida do caso dela, Mariany está abalada e disse que não tinha a intenção de lesar os seguidores com a promoção dos jogos ilegais.
 
“Ela está chateada, porque não esperava tudo isso. Agora que eu acho que ela entendeu, que caiu a ficha. Ela jamais teve a intenção de lesar [as vítimas]. Ela não é bandida. Ela está emotiva, porque nunca foi para um presídio”, disse Pouso ao MidiaNews.
 
“Então, ela entendeu, lógico, que para estar presa, algo não está certo. Mas ela não é alguém que você vê que está aí para ficar na bandidagem. Ela estuda, tem família. Entende que tem que retomar os estudos e se afastar de tudo isso aí”, acrescentou.

 
Na tarde de ontem, ela passou por audiência conduzida pelo juiz Gleidson de Oliveira Grisoste Barbosa, da 6ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele, porém, apenas encaminhou a análise do pedido da defesa à comarca de origem, em Juazeiro do Norte (CE), de onde a ordem de prisão foi expedida. 
 
“Ela pensou que fosse sair ontem, mas eu expliquei a situação, porque sabia que o juiz daqui não ia decidir em cima da decisão de um juiz de lá. Ela vai aguardar, pedi que tivesse paciência”, disse Pouso.
 
O advogado informou que protocolou pedido de revogação da prisão na comarca de origem do processo e agora aguarda a deliberação do juiz, que pode levar até 10 dias. O magistrado pode optar por manter a influencer presa ou determinar liberdade provisória mediante cautelares.
 
Foragida
 
Emilly Souza, a outra influenciadora digital da região metropolitana de Cuiabá que foi alvo da Operação Quéfren, da Polícia Civil do Ceará, continua foragida. Contra ela, foram expedidos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão.
 
A Operação
 
A investigação da Polícia Civil do Ceará teve início em abril de 2024, e apura a existência de uma organização criminosa articulada de caráter transnacional que movimentou R$ 300 milhões em um período de dois anos. Até o momento, nove mandados de prisão foram cumpridos. Além de Mato Grosso e Ceará, as ações ainda são cumpridas em São Paulo e no Pará. 
  
Foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de busca de veículos e 15 mandados de bloqueio de bens e valores pelo juízo do 1º Núcleo de Custódia/Garantias da Comarca de Juazeiro do Norte (CE).
 
Com milhares de seguidores, os influenciadores gravavam vídeos e imagens com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar maior número de apostadores. 
 
Os investigados também utilizavam conta “demo/teste”, que permite testar a experiência de uma plataforma de negociação sem arriscar dinheiro real, para iludir os seguidores.
 
Segundo a Polícia, o grupo integra uma rede que negociava e indicava outros influenciadores, diretamente com chefes das plataformas, que têm como proprietários pessoas que residem no exterior, em sua maioria na China.
 
Os influenciadores digitais eram remunerados de diversas maneiras, desde o pagamento pela simples colaboração com divulgação da plataforma, pela quantidade de novos usuários cadastrados, ou receberiam comissão pelos valores depositados pelas vítimas nas plataformas.
 
Além do pagamento de valores, os chefes das plataformas também pagavam viagens para o exterior para os agentes e influenciadores cujas viagens eram ostentadas em suas redes sociais como sinônimo de prosperidade com o jogo. Já os agentes de plataformas eram os responsáveis pela contratação dos influenciadores, além de realizarem festas de lançamento de plataformas.
 
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